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Vício em sexo: sintomas e tratamentos

Embora muitas pessoas prefiram não tocar no assunto, a verdade é que o vício em sexo existe sim.

Além de existir, ele tende a causar consequências ruins na vida do sujeito. Por isso, neste artigo nós unimos informações importantes sobre o tema, a fim de conscientizar as pessoas acerca da realidade de um viciado em sexo.

Acompanhe o texto e saiba mais!

O que é vício em sexo?

vicio em sexo
O vício em sexo é uma patologia conhecida como compulsão sexual afeta a vida de milhões de pessoas que tentam esconder a doença

Em bem provável que todos nós já tenhamos ouvido falar de pessoas que pensam em sexo 24 horas por dia. Mas será que isso é um vício? Um descontrole? Tem tratamento?

Para conversarmos sobre esse tema, é fundamental entendermos que, para a psicologia, o vício é algo que funciona como um mecanismo de fuga emocional. Com esse mecanismo, o indivíduo obtém prazer ou foge de dores emocionais.

Trata-se de um conceito relacionado com excessos. Quando um indivíduo apresenta excessos em sua vida, pode ser que, em outros âmbitos, ele esteja vivendo uma falta.

A nível de exemplo, uma pessoa “viciada em sexo” pode demonstrar relacionamentos pobres e superficiais. Ou seja, pode ter dificuldade de estabelecer relacionamentos duradouros e amorosos.

Entretanto, o exemplo acima se trata de uma hipótese. Afinal, cada indivíduo tem a sua própria história, suas próprias dores e, consequentemente, suas próprias ausências e faltas. Por isso, é interessante escutar as questões de cada um, a fim de compreender por que uma pessoa mostra comportamento compulsivo com relação ao sexo.

Ao mesmo tempo, é importante destacar que a realidade é que psicólogos e psiquiatras não têm ainda um consenso sobre a compulsão sexual ser de fato um vício.

No entanto, em 2018 a Organização Mundial da Saúde (OMS), catalogou o comportamento sexual compulsivo como um transtorno mental.

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De qualquer modo, se o comportamento:

  • está comprometendo outros âmbitos da vida do sujeito;
  • faz com que o sujeito se abstenha de atividades que, antes fazia, para focar em situações relacionadas ao sexo;
  • desencadeia mudanças comportamentais e se afasta de familiares e amigos;
  • e, ainda, provoca prejuízos por conta do vício em sexo, é fundamental que a psicoterapia entre em cena.

Afinal, a situação deve ser tratada, a fim de restabelecer a saúde mental e a qualidade de vida do sujeito.

Como se comporta um viciado em sexo?

viciado sem sexo
As fantasias de uma pessoa com vício em sexo podem chegar a níveis extremos e incontroláveis

Esse problema não está necessariamente associado a quantas vezes a pessoa faz sexo por dia ou por semana. Na realidade, a compulsão sexual provoca alguns sintomas, conheça:

  • Angústia e ansiedade em realizar suas fantasias;
  • Falta de concentração em outras coisas que não sejam suas fantasias sexuais;
  • Masturbação compulsiva;
  • Comprometimento da vida social, profissional e afetiva;
  • Vergonha relacionada à vida sexual.

Ao observarmos esses sintomas, fica fácil perceber que a compulsão sexual descontrolada em nada se parece com o tabu que nossa sociedade cria sobre esse tipo de problema, que é vulgarmente chamado de ninfomania.

A doença não está relacionada à safadeza ou falta de vergonha! É um descontrole que afeta a qualidade de vida de quem sofre do problema, e precisa de ajuda médica.

Na nossa sociedade, estamos acostumados a ver esse tipo de problema de forma sensual e romantizada, quando associamos a doença a palavra “ninfomaníaca” todos se lembram de um tipo de comportamento sexual obsessivo.

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Mas, infelizmente, ainda não se vê o problema com a seriedade que ele realmente tem.

Muitos homens, inclusive, comentam em rodas de amigos que desejariam se casar com mulheres ninfomaníacas, que seria a realização de um sonho.

Quando na realidade, esse comentário menospreza a seriedade da compulsão e riscos que isso pode proporcionar a saúde física e mental.

Para que tenhamos clareza do tamanho do problema, basta pensarmos que um homem normal pensa em sexo 35 vezes ao dia, enquanto as mulheres pensam 20 vezes ao dia. Já os compulsivos pensam em suas fantasias e desejos o dia inteiro, perdendo a capacidade de realizar atividades normais.

Existe tratamento para o vício em sexo?

vício em sexo

Se você se identificou com os sintomas relacionados anteriormente, saiba que existe tratamento para esse problema!

Muitas pessoas acabam se identificando com a compulsão sexual, mas sentem vergonha de procurar ajuda médica e serem julgadas por seu comportamento.

Quando, na realidade, somente o tratamento poderá ajudar o paciente a se controlar em relação aos seus impulsos sexuais e voltar a ter uma vida normal.

Outro tabu, que precisa ser esclarecido, é que o tratamento para a compulsão sexual irá tirar a libido ou deixar o homem broxa.

Na realidade, o tratamento para a compulsão sexual deverá ser feito com o acompanhamento de um psiquiatra e/ou psicólogo.

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Juliana Cambaúva, psicóloga e educadora sexual, aponta que o médico psiquiatra poderá receitar remédios que diminuam quimicamente o desejo sexual, minimizando sentimentos relacionados à depressão, que costumeiramente estão associados ao vício em sexo.

Para que o tratamento evolua de forma significativa, também é interessante que o paciente procure grupos de apoio.

É nesses grupos que a pessoa poderá compartilhar abertamente o seu sofrimento com relação à sua vida sexual e receber o apoio adequado.

Caso você não encontre esse tipo de apoio em sua cidade, também é interessante recorrer a ajuda de um psicólogo. Com ele você poderá conversar sobre os problemas que enfrenta e ser aconselhado.

Além de que, por meio da psicoterapia, você terá a chance de compreender os potenciais motivos pelos quais a compulsão é presente em sua vida. E, dessa maneira, ressignificar esses pontos, promovendo mais qualidade de vida.

Vício em sexo e outros problemas de saúde

viciado em sexo

A necessidade de realizar seus desejos sexuais pode levar um indivíduo compulsivo por sexo a praticar suas fantasias de forma irresponsável. Veja algumas das consequências e riscos:

  • Na ânsia de suprir suas necessidades, o viciado em sexo pode adquirir várias doenças sexualmente transmissíveis.
  • Além disso, mulheres que sofrem com esse problema podem acabar engravidando de forma não planejada.
  • Além das doenças sexualmente transmissíveis, o corpo pode se tornar mais frágil devido ao comportamento sexual desregrado, ocasionando uma baixa imunidade, que abre espaço para outras muitas doenças e infecções que podem levar o paciente à morte.

É necessário que a pessoa tenha consciência que seu impulso sexual é descontrolado, e que ela precisa se proteger desse problema e de tantos outros que ele pode acarretar. Por isso, o tratamento adequado para a compulsão sexual é tão importante.

Como é se relacionar com um viciado em sexo?

Algumas pessoas têm esse fetiche, não é mesmo?

O fetiche de ter um relacionamento com alguém que está sempre disposto a ter relações sexuais e que tem fantasias e desejos compulsivamente.

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Mas, na realidade, envolver-se emocionalmente com alguém assim poderá, inclusive, te proporcionar prejuízos à saúde física e emocional.

Devido ao descontrole que o compulsivo sexual vive, é difícil para essa pessoa que ela consiga se manter fiel em um relacionamento a dois. E isso pode gerar riscos de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis.

Por isso, é preciso dar o devido tratamento ao problema e lidar com a devida seriedade.

Vício em sexo causa abstinência? A pessoa é dependente de sexo?

relacionamento vicio em sexo
A hipersexualidade, ou vício em sexo, pode afetar a vida familiar, profissional e sentimental

Segundo a Dra. Valerie Moon, que fez parte de uma equipe de psiquiatria na Universidade de Cambridge, os impulsos sexuais descontrolados não causam no paciente uma dependência.

Só é considerado para a equipe de pesquisadores dependência, quando a necessidade sexual afeta o sistema emocional do indivíduo, limitando sua capacidade de levar um estilo de vida normal.

O estudo provou que, na realidade, o cérebro do viciado em sexo tem como neurotransmissor dominante a dopamina, que está associada ao sistema de motivação.

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O estudo concluiu que o cérebro das pessoas que têm compulsão sexual, demonstra através de sua atividade, um desejo sexual elevado. Mas somente isso não é o suficiente para comprovar que exista uma dependência e que possa existir abstinência.

Mesmo que os estudos na área sejam inconclusivos, a necessidade sexual compulsiva causa enorme sofrimento para quem convive com o problema.

Como um viciado em álcool, ficar em abstinência sem o acompanhamento psicológico e psiquiátrico necessário não será o suficiente para tratar o problema.

É necessário não ter vergonha e procurar a ajuda de uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, psiquiatras, grupos de apoio, e, de preferência, ter uma conversa sincera sobre o problema com as pessoas que convivem com você.

O diálogo claro, e a busca por informações, serão as principais armas para o tratamento desse transtorno.

Afinal, o vício é uma forma de obter prazer rapidamente, e em muitos casos, os viciados utilizam seus vícios para não lidar com seus problemas reais em outras áreas da vida.

Por isso, um acompanhamento clínico completo é essencial para um tratamento bem-sucedido.