A História por trás do Movimento LGBT [Lutas e Conquistas]

Stonewall Riot ou Rebelião de Stonewall em 28 de junho de 1969, Estados Unidos. Isso te lembra alguma coisa? Essa data marcou a história, podendo ser considerada o marco inicial do movimento LGBT, mas ainda é uma data histórica desconhecida por muitos.

O movimento LGBT se espalhou pelo mundo em busca de direitos para aqueles que se viam discriminados socialmente dia após dia e até hoje reivindica suas pautas em busca de uma sociedade que aceite e reconheça o direito dessa parte da população.

Em Nova Iorque era hábito dos policiais realizarem batidas em bares gays, com a finalidade de revistar os frequentadores e proporcionar momentos humilhantes e constrangedores aos mesmos.

Só que no dia 28 de junho de 1969, nas primeiras horas da manhã se deu início a um movimento com duração de 6 dias, drag queens, gays, lésbicas e travestis enfrentaram os policiais em busca dos seus direitos.

Justamente por isso, anualmente o dia 28 de junho celebrasse o dia Internacional do Orgulho LGBT. Data essa em que as vitórias diárias são celebradas e o que ainda falta ser conquistado é lembrado.

É importante lembrar que até o final dos anos 60 a homossexualidade era ilegal em todos os estados dos EUA, excetuando-se Illinois.

Infelizmente, ainda nessa década que já nos consideramos tão avançados e liberais, 73 países ainda tratam a homossexualidade como algo ilegal. O simples fato dessa não ser mais a realidade dos EUA já é uma enorme conquista.

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O início do avanço do movimento LGBT no Brasil

manifestaçao de homossexuais na luta pelos seus direitos

Somente em meados dos anos 70, período da ditadura no Brasil é que o movimento LGBT começa a ganhar força no país.

O movimento ganhava força quando na década de 80 a epidemia do vírus HIV matou muitos daqueles que encorpavam a busca por direitos para os gays, lésbicas e simpatizantes.

Além disso, a doença trouxe para a comunidade um estigma muito pesado, na época o HIV era conhecido como o câncer gay.

Estigma esse que até hoje reverbera na sociedade, tornando-se mais um tabu social que é preciso quebrar.

Lembrando inclusive que atualmente o próprio Ministério da Saúde atua negativamente. Existe um reforço desse estigma quando informa que “homens que tiveram relações sexuais com outros homens são inaptos a doar sangue pelos próximos 12 meses”.

Mesmo com estoques de sangue em situação crítica no país inteiro, o próprio Ministério da Saúde reforça esse estigma que é extremamente prejudicial para a saúde pública de modo geral.

Não só por questões relativas aos bancos de sangue, mas por também reforçar no imaginário social que o sangue de um homem gay necessariamente é inapto para os demais.

Mesmo com tantas barreiras a serem quebradas ainda, o movimento LGBT completa 41 anos de existência no Brasil, período que foi marcado por muitas lutas em busca de uma sociedade melhor, que aceita as diferenças e respeita o próximo como ele é.

Atualmente, existem algumas pautas pelas quais o movimento LGBT luta no Brasil.

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Principais pautas do Movimento LGBT

• Fim da cura gay;
• Reconhecimento da identidade de gênero, incluindo a questão do nome social;
• Permissão de adoção para casais homoafetivos;
• Criminalização da homo-lesbo-bi-transfobia;
• Leis e políticas públicas para que ocorra o fim da discriminação em locais públicos como escolas;

beijo gay entre homens apaixonados

O ano de 2018 além de marcar a data de 40 anos do movimento LGBT no Brasil, marcou uma vitória muito importante para as pessoas trans.

A partir desse ano o nome social começou a ser aceito nas escolas e pôde ser incluído no título de eleitor sem precisar que a pessoa faça uma alteração em seu registro civil.

Assim, transexuais e travestis podem usar o nome que desejarem para se identificarem.

Em 2018 também foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal a alteração do nome no registro civil sem que a pessoa tenha que passar por uma cirurgia de redesignação sexual.

Essa vitória do movimento garantiu o essencial direito dessas pessoas serem chamadas pelo nome com o qual elas se identificam.

É fato que existem ainda muitas outras pautas que precisam ser atendidas pelo poder público e que a luta por uma sociedade igualitária ainda está longe de chegar ao fim. Mas cada direito conquistado é sim motivo de comemoração.

Organizações internacionais como ONU e Anistia Internacional adotam a sigla LGBT como forma de se referirem ao movimento. Porém, atualmente, além de LGBTQ+, já se fala em LGBTPQIA+, dentro do movimento propriamente dito.

A sigla se refere a um esforço do movimento LGBT para ser ainda mais inclusivo. Afinal, não há como falar em sociedade igualitária se o próprio movimento tem uma sigla que exclui grupos que precisam de atenção e representação social.

A sigla LGBTPQIA+ significa:

• L: lésbicas
• G: gays
• B: bissexuais
• T: travestis, transexuais e transgêneros
• P: pansexuais
• Q: queer
• I: intersex
• A: assexuais
• +: sinal que inclui todas as pessoas que não se identificam com nenhuma das letras anteriores.

Com cada vez mais espaço nos debates sociais, o movimento LGBT que agora é também reconhecido pela sigla LGBTPQIA+. Tem feito história e ainda promete trazer muitas mudanças positivas na sociedade brasileira.

Atualmente já se fala em dia do orgulho gay, amplamente comemorado no país, o que por si só já é um avanço.

Principalmente quando observamos que 40 anos atrás as pessoas eram perseguidas e torturadas por se assumirem como realmente eram.

Ainda existe muito o que mudar em nossa sociedade. Principalmente criminalizando atitudes daqueles que se aproveitam de brechas nas leis para cometerem crimes contra a comunidade LGBT.

O que é um fato cruel no Brasil, mas a esperança que isso ainda vai mudar é companheira daqueles que lutam diariamente pelo movimento LGBT.

Resta dizer que a informação e a educação são sempre grandes aliadas da mudança social, fazendo com que as novas gerações e a sociedade aprendam a respeitar o próximo como de fato ele é.

Por isso, o conhecimento da história do movimento LGBT e de tudo que esse movimento já fez no país é tão importante, atuando como uma grande arma para quem busca conscientização e respeito.

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