Início » Relacionamento sério » Aprenda a reconhecer o medo da rejeição e a superá-lo

Aprenda a reconhecer o medo da rejeição e a superá-lo

O medo da rejeição é uma resposta negativa à  possibilidade de não ser aceito por uma pessoa ou  grupo em particular. É um sentimento comum, e que todos nós, em algum momento, já vivenciou.

Porém, quando o medo da rejeição é muito forte para um indivíduo, pode desencadear transtornos em diversos âmbitos de sua vida.  

No post de hoje, abordamos sobre o medo da rejeição e como é possível, através de estratégias, superá-lo. Confira:

Aprenda a reconhecer o medo da rejeição: características comportamentais 

Cada pessoa é singular, logo, a forma de reagir ao medo da rejeição também é. No entanto, a manifestação desse complexo segue alguns padrões comuns, que são:

  • Não expressar opiniões ou preferências;
  • Demonstrar ansiedade diante do julgamento dos outros sobre si;
  • Incapacidade de tomar iniciativas (para não criar situações desagradáveis);
  • Mostrar-se como os outros querem vê-lo, e não como realmente é;
  • Evitar olhar nos olhos;
  • Necessitar da aprovação e reconhecimento alheio;
  • Permitir que outros tomem decisões (mesmo que seja uma questão que diz respeito apenas a si mesmo);
  • Não saber dizer não;
  • Justificar em excesso, quando não pode fazer algo que lhe foi pedido.

Quais os impactos do medo da rejeição na vida social? 

Já foi empiricamente comprovado: quando nos sentimos rejeitados, áreas cerebrais são ativadas e o organismo gera os mesmos analgésicos como se estivéssemos sentindo dor. A demonstração desse processo fica clara no estudo realizado pela Universidade de Michigan. 

Desse modo, o medo da rejeição é uma forma de proteção contra uma possível dor que pode nos tornar disfuncionais e afetar relações.

Veja, portanto, os impactos que o medo da rejeição provoca nos mais diversos âmbitos de relacionamento interpessoal:

1. Impactos no seio familiar

No seio familiar, o medo da rejeição pode torná-lo habitualmente complacente. Inconscientemente, você tem medo de contradizer ou se recusar a fazer algo porque acha que eles podem deixar de te amar.

Talvez, alguém em sua família tenha influenciado você a ter essa percepção. Porém, você pode ocasionalmente explodir, pois ninguém gosta de fazer coisas que não quer, desenvolvendo assim um comportamento agressivo-passivo.

2. Medo da rejeição e os seus impactos nas amizades

Quanto às amizades, você tende a ser socialmente isolado, e nos relacionamentos costuma-se manter distante, com encontros esporádicos.

3. Relacionamentos amorosos

O medo da rejeição nos relacionamentos é particularmente manifestado em dois tipos de apegos: o ansioso e evitativo. Desenvolver um ou outro dependerá da sua personalidade, mas saiba que pode alterná-los.

Assim, se você desenvolveu um apego ansioso a uma pessoa, pode ter comportamentos obsessivos de controle e ciúme excessivo. 

Por outro lado, se desenvolver um apego evitativo, agirá como se estivesse sempre de saída, sem dar o melhor de si ao relacionamento. 

Para quem tem medo da rejeição, é difícil formar conexões duradouras. Mas todo esse cuidado para não se frustrar é, infelizmente,  uma contradição, já que essa dinâmica só aumenta o sentimento de rejeição.

Como superar o medo da rejeição? O que fazer para lidar com isso?

Em qualquer situação de interação, acredita-se que se está sendo rejeitado ou especulou-se que logo será, tornando um mecanismo inconsciente de autossabotagem.

Um comportamento duvidoso ou receber comentários infelizes são suficientes para disparar o gatilho. Vive-se com o medo constante de sentir a dor do abandono.

Complexos de rejeição dificultam o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais. Contudo, o primeiro passo para superar essa insegurança é traçar a relação entre esses complexos e o momento presente, trazendo consciência para a forma como você se conecta com os outros e consigo mesmo.

Veja algumas dicas que separamos para auxiliá-lo a superar o medo da rejeição:

Aos poucos, exponha-se a situações que lhe causam angústia

Você possivelmente tenta evitar esses casos, entretanto, não deveria. O medo tem uma característica: se você não o encarar, ele tende a crescer. Dessa forma, inicie com ocasiões que lhe causam estresse, mas que você sabe que pode lidar.

Quanto mais calorosos e amigáveis, mais somos aceitos

Um estudo realizado por uma equipe da Universidade de Waterloo, no Canadá, liderada por D. A. Stinson, chegou a conclusões interessantes. Os pesquisadores mostraram que tornamos mais calorosos e amigáveis quando esperamos sermos aceitos em uma situação e, por isso, passamos a ser o tipo de pessoa que todo mundo gosta, então é normal que essa aceitação realmente aconteça. 

Por outro lado, se nossa expectativa é de rejeição, tendemos a apresentar apatia e aversão, o que pode desencadear a temida rejeição.

Trabalhe na construção da confiança e faça uso de afirmações positivas 

Dois meses após o último estudo, outra pesquisa liderada por Stinson descobriu que a autoafirmação aumentou significativamente a aceitação de indivíduos inseguros, permitindo que eles expressassem comportamentos sociais mais desejáveis. Então, mude o complexo da rejeição trabalhando a sua autoconfiança.

Questione por que foi rejeitado

Imagine que você quer estar em um relacionamento com alguém, mas foi rejeitado. Talvez se perguntar educadamente o porquê, descobrirá que essa pessoa pode ter outros compromissos ou qualquer outro motivo, 

Inclusive, essas razões podem não ter nada a ver com você.

Considerações finais

Em suma, como disse Aristóteles: somos animais sociais, gostamos de agradar e sentir que pertencemos a grupos. Contudo, você não precisa ser prisioneiro das opiniões alheias e mudar quem você é para ser aceito.

Pense que não é uma boa ideia gostarem de você pelo que finge ser. Com certeza, há muitas pessoas que te amam exatamente do jeito que você é.